31.12.11

Analisando a música: Moves Like Jagger - Maroon 5 feat. Christina Aguilera

O Mick Jagger é um fenômeno. Criou sua banda lá nos anos 60, junto com o Keith Richards, e de lá para cá a sua vida parece ter sido uma grande festa, com todos ups and downs. Acho que não tem nada que o Mick Jagger não tenha feito nem experimentado (ele até estudou economia na faculdade!), pelo jeito, segue a risca seu primeiro hit "(I Can't Get No) Satisfaction" e não perde uma oportunidade. Ele mesmo achava que o The Rolling Stones não ia durar mais de três anos e está aí há 50 anos. Seus movimentos são icônicos e, incrivelmente, ele continua mexendo o quadril full throttle aos 68 anos. Acreditem, ao vivo ele impressiona com aquela reboladinha meio sem jeito.

Então, achei mais do que justa essa homenagem do Maroon 5 com a Christina Aguilera. Além de ter uma ótima batida dançante, o refrão gruda na sua cabeça que só vai sair em 2013. Enquanto isso vamos saber o que esses movimentos do Jagger tem de especial, nesse que foi um dos hits do ano.

Just shoot for the stars
If it feels right
Then aim for my heart
If you feel like
And take me away, and make it ok
I swear I'll behave

Essa é, obviamente, uma música sobre sexo que faria a Tia Helo corar até ficar roxa, mas ele começa de leve, falando em atirar para as estrelas e acertar o coração. Fofo. Ainda diz que vai se comportar. Meigo.

You wanted control
So we waited
I put on a show
Now I make it
You say I'm a kid
My ego is big
I don't give a shit
And it goes like this

Depois de bajular vamos ao que interessa. Pelo jeito ela não queria de primeira e decidiram esperar, mas aí ele não aguentou, disse que ou dá ou desce, ela magoou, o chama de criança, que ele tem um ego grande, mas ele não se importa. Pega ela e...

Take me by the tongue
And I'll know you
Kiss me 'til you're drunk
And I'll show you
All the moves like Jagger
I got the moves like Jagger
I got the mooooves like Jagger
I don't need to try to control you
Look into my eyes and I'll own you
With them moves like Jagger

I got the moves like Jagger
I got the mooooves like Jagger

O melhor refrão do ano.  O que seria uma música em homenagem ao Mick Jagger sem uma língua no meio? Ele diz logo: "Me pega pela língua que eu te conheço, me beija até ficar bêbada (ou beba para me beijar, como preferir), que eu vou te mostrar todos os movimentos do Jagger, eu sei rebolar como Jagger; olha, eu faço tão bem quanto ele." Moooooooves like Jagger. Suei.


Maybe it's hard
If you feel like you're broken and scarred
Nothing feels right
But when you're with me I'll make you believe
That I've got the key

Aí ele volta para o modo delicado, sabe que pode ser difícil, que ela deve ter algum trauma, mas que com ele, ela pode acretidar. Ele tem a chave. Chave de que?? É um mistério a ser resolvido.

So get in the car
We can ride it
Wherever you want
Get inside it
And you want to steer
But I'm shifting gears
I'll take it from here
And it goes like like this

Ahhh, homens e suas metáforas com sexo e carros. Por isso a chave. É um tal de "Entra no carro, vamos para qualquer lugar, você quer dirigir, mas eu controlo as marchas (aiii, Adam Levine, seu lindo!), pode deixar que eu controlo tudo daqui, vem cá!". Pega ela e....

Take me by the tongue....



olha a língua aí outra vez!

You want to know how to make me smile
Take control, own me just for the night
And if I share my secret
You're gonna have to keep it
Nobody else can see this

Então a Christina Aguilera entra na parada, já alegre, sorrindo de orelha a orelha mandando ele dar um chega mais. Acontece que ela tem um segredo que só ele vai saber e nem pode contar para os amigos. Mais um mistério na música.

So watch and learn
I won't show you twice
Head to toe, ooh baby, rub me right
But if I share my secret
You're gonna have to keep it
Nobody else can see this
And it goes like this

"Adam Levine, vê se aprende que só vou mostrar uma vez. Dos pés a cabeça, me esfrega direito (gente!)." E aí ela fala do segredo outra vez, que deve ser que ela também sabe se mexer como o Jagger. E vamos lá que eu também quero move like Jagger!

Take me by the tongue....


Todos se mexendo como o Mick Jagger em 2012!





Feliz Ano Novo!

30.12.11

Momento TOC Livros (5)

Esse ano eu não li muito, comparando com os anos anteriores, e nem cheguei na metade do objetivo para esse ano (25 livros), mas li alguns livros com mais de 500 páginas, compensa né? Comprei um kindle, li muito mais em inglês e, infelizmente, não foi esse ano que terminei de ler Ulisses do James Joyce, quem sabe ano que vem.

Então aqui estão os livros de 2011 anotados no meu caderninho, que chegou ao fim (tem os livros desde 2004), mas já tenho um novo.

(os que tem link são posts que escrevi aqui no blog)

- A Libélula dos Seus Oito Anos de Martin Page - é sobre uma menina, Fio, filha de criminosos que quando vão presos ela passa a morar com a avó num trailer e tem uma imaginação fértil. Já adulta ela quer estudar direito e para conseguir dinheiro para a faculdade aplica um golpe: ela manda um bilhete escrito "eu sei o que você fez" para pessoas ricas que ela escolhe no catálago e pede uma quantia não muito alta. Um dia seu golpe é descoberto por um homem que descobre que Fio pinta belos quadros e a faz famosa. O Martin Page sempre tem histórias divertidas e diferentes, nesse livro, as vezes, ele viaja um pouco, mas o resultado final é bom, eu gostei.

- Por Acaso de Ali Smith - É sobre uma família que tem sua casa invadida por uma jovem (ela diz que o carro quebrou, pede para entrar e fica) que reage de formas diferentes aos membros dessa família, provocando situações as vezes extremas. Esse livro tem uma narrativa muito interessante, cada capítulo é o ponto de vista de um membro da família e escrito de uma forma diferente (o da mãe são entrevistas).

- Dead and Gone de Charlaine Harris - Foi o primeiro livro que li no kindle para iPod para ver se eu me ia me adaptar a forma eletrônica. Tanto gostei que comprei o kindle (ler no iPod é cansativo por causa do tamanho pequeno e da luz da tela). Anyway, esse livro é mais uma das aventuras da Sookie Stackhouse e os seres mágicos (de vampiros a fadas) de Bon Temps. Nesse livro acontece uma guerra das fadas. Isso mesmo. Guerra. De. Fadas.

- The Pillars Of The Earth de Ken Follet - Sobre a construção de uma catedral na Inglaterra durante o século XII.

- The Imperfectionists de Tom Rachman - Foi um desses livros que comprei pelo título e gostei muito. É sobre um jornal internacional, em inglês, com sede em Roma. Cada capítulo é sobre um dos funcionários, do editor aos jornalistas (inclusive os que trabalhavam fora do país), do dono e até de um leitor. Poucos livros desenvolvem personagens tão bem em poucas páginas. As histórias estão todas interligadas, e tem um pouco de tudo: tristeza, comédia, crueldade e até finais bittersweet.

- I Saw You de Julia Wertz - A autora gosta de ler uma parte do Craigslist (aquele site de classificados) onde as pessoas deixam anúncios para outras pessoas que só viram uma vez e querem encontrar outra vez. Essa seção se chama Missed Connections. Ali tem homem procurando mulher (M4W), mulher procurando homem (W4M), homem procurando homem (M4M) e mulher procurando mulher (W4W). Ela pediu aos amigos ilustradores que escolhessem suas histórias (anúncios) favoritos e fizessem um desenho. Geralmente são histórias fofas de pessoas que não falaram com alguém no coffee shop, ou na fila do cinema, mas tem também as mais bizarras e meio esquisitas. Achei divertido.

- One Day de David Nicholls - Dex e Em. Adorei esse livro.

- Perfect From Now On de John Sellers - o autor é um jornalista de música e resolveu escrever sobre sua paixão pelas bandas indie. O começo é legal quando ele fala que odeia o Bob Dylan só porque seu pai adorava e escutava demais. Lá pelos anos 80 ele era fã do Duran Duran (que me arrancou algumas risadas) e New Order. Da metade para o fim ele vai listando algumas bandas até chegar na sua favorita: Guided By Voices. Ele foi convidado a passar um tempo com o pessoal da banda como fã, mas esqueceu de mencionar aos músicos que já tinha vendido uma história de livro sobre a banda. Na metade do livro eu já estava achando esse cara um hipster mas no fim eu já tinha certeza que ele era um babaca, ainda mais no anexo onde ele tenta explicar matematicamente como se forma uma banda indie.

- The Tenant At Wildfell Hall de Anne Brontë - mais um das irmãs Brontë.

- Skippy Dies de Paul Murray - outro livro que comprei pelo título. Quando a Amazon me sugeriu esse livro achei o título curioso e baixei no kindle. O Skippy é um garoto que estuda em um colégio interno na Irlanda. Ele morre logo no início do livro, depois de apostar uma corrida com seu amigo até a loja de doughnuts. A partir daí a gente fica sabendo de todos os fatos que levaram Skippy até esse momento e também da vidas dos outros alunos, professores e padres da escola. Demorei muito para terminar esse livro, mas gostei.

- Orgulho e Preconceito e Zumbis de Jane Austen e Seth Grahame-Smith - que o Sr. Smith não acabe com mais nenhum clássico da literatura.

- Dead in The Family de Charlaine Harris - outra aventura da Sookie Stackhouse e o pessoal de Bon Temps. Todos se recuperando da guerra das fadas no livro passado, o maker do Eric aparece com um dos príncipes da família Romanov, que além de vampiro é serial killer, e a Sookie tem uma fada nada bacana dando uma de stalker nas terras dela. (acho que depois desse livro vou abandonar essa série que não acaba nunca).

- The Tiny Wife de Andrew Kaufman - esse livro é um conto sobre um ladrão que entra num banco e não rouba dinheiro. Ele rouba o que as pessoas tem de maior valor sentimental com elas no momento. Ao sair ele informa que está levando 51% da alma delas e que elas tem que fazer de tudo para recuperar o que foi perdido. Coisas estranhas começam acontecer com as pessoas que estavam no banco e uma delas era a mulher do narrador que começa a encolher.

Não serei tão otimista para o objetivo de 2012 como fui ano passado, então 20 livros para o ano que vem está bom.

Outros Momentos TOC Livros (1), (2), (3) e (4).

29.12.11

Outras Tias (14)

A primeira Outra Tia foi a Tia Maura, contei a saga dela para comprar um apartamento. Achei que ela nunca ia conseguir, mas o meu primo me contou que ela comprou um apartamento que atendeu algumas das milhares de exigências dela.

Como nada na vida da Tia Maura é fácil, quando ela viu que o gás era dividido igualmente pelos apartamentos, decidiu cortar o gás do seu apartamento e faz um contrabando de um botijão pequeno para dentro de casa.

Esse apartamento novo da Tia Maura já foi arrombado 3 vezes, enquanto ela viajava, mas nada foi roubado. É que a Tia Maura ainda tem televisão de tubo, e nada lá dentro foi feito ou comprado depois da década de 80.

Estou vendo a hora dela procurar outro apartamento.

27.12.11

Inhotim



Inhotim é um Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico. Fica a 60km de Belo Horizonte no município de Brumadinho.







Chegar até lá de carro não é tão fácil quanto parece no mapa do site, as placas só vão aparecer quando se está a 15km de Inhotim. Saindo de BH são 2 opções, na verdade 3, mas as duas principais são: uma pela estrada da mineração (BR040 que vai para para o Rio de Janeiro), nessa tem uma placa indicando onde entrar. A outra é saindo pela Avenida Amazonas na estrada que vai para Contagem e Betim (BR381), nessa tem que acreditar que uma placa vai aparecer depois de Betim para entrar em direção a Brumadinho.

A terceira foi a que fizemos por um erro do GPS e fomos por dentro de todas as cidades entre Contagem e Brumadinho. Um caminho interessante, mas longo e demorado.

O importante é chegar. Pela estrada é difícil acreditar que vamos chegar num lugar tão organizado, parece outra dimensão. Já fiquei impressionada quando mandei um e-mail perguntando se estaria aberto na sexta antes do Natal e me responderam em menos de dois minutos. Nem minha mãe me responde tao rápido.

caleidoscópio
Inhotim está aberto de terça a sexta das 9:30 as 16:30 e sábado, domingo e feriados das 9:30 as 17:00. Para aproveitar tudo é melhor chegar cedo mesmo. São muitas galerias, jardins, plantas e obras ao ar livre para ver.





Pode comprar o ingresso pela internet, mas comprei na hora, não estava cheio. Paguei a entrada (R$20) junto com o carrinho (+ R$10). Esse carrinho leva para as galerias que estão mais distantes. Dá para fazer tudo a pé, mas algumas partes são caminhadas morro acima de meio quilometro e nessas horas o carrinho é muito amigo.

alguns caminhos são assim
outros no meio do mato

Por todo Inhotim tem banheiros e bebedouros. Lá dentro tem 2 restaurantes, lanchonete, pizzaria, bar e café. Nós almoçamos no Tamboril e a comida era excelente.

São oferecidas visitas mediadas gratuitas. Todos os funcionários são educados, simpáticos e treinados para fornecer informações sobre o Instituto e as obras.

Algumas galerias ficam próximas umas das outras e algumas ficam mais longe. Eu fiz o lado esquerdo e depois o lado direito, mas muitas pessoas fazem as galerias que ficam perto e depois vão para as que estão mais longe.

galeria cosmococa

Eu a-do-rei os jardins. O traçado de Inhotim é fantástico, o terreno é muito bem aproveitado e tem cada planta maravilhosa. Uma obra de arte.







As galerias são de obras variadas, com materiais inusitados, inclusive os prédios. As que mais gostei foram: a Cosmococa que tem várias salas interativas (inclusive uma piscina), a Adriana Varejão e a Miguel Rio Branco (com fotos fantásticas), mas são todas boas. Dentro das galerias não é permitido fotografar

galeria adriana varejão
As obras que ficam ao ar livre, para minha surpresa, combinam com a natureza do jardim e com os prédios, seja na forma, nas cores, ou simplesmente na ousadia de colocar objetos tão inesperados naquele lugar.

os rostos nessa obra foram feitos de moldes dos habitantes de brumadinho



Dei muita sorte com o tempo, depois de 15 dias chovendo direto na região, fez sol. É tudo tão organizado que na porta das galerias tem guarda-chuvas para andar entre os prédios, just in case. Um dia é suficiente para ver tudo, chegando cedo, claro, e não esqueça o protetor solar e sapatos confortáveis. O importante é fazer no seu ritmo, sem esquecer de parar, sentar nos bancos de madeira e apreciar a vista.



É um lugar para voltar, estão construindo novas galerias e sempre colocam outras obras externas.

No Flickr tem mais fotos.


UPDATE: Voltei a Inhotim em 2016 e continua maravilhoso, bonito, organizado, e as minhas impressões continuam as mesmas. Algumas pequenas mudanças aconteceram: o preço da entrada subiu (e do carrinho também), claro, dessa vez tinha 2 novas galerias, a da Claudia Andujar está linda (tanto o prédio quanto as fotos) e agora pode tirar foto dentro das galerias, mas sem flash.
Um dia dá para ver quase tudo (claro que depende de pessoa para pessoa), mas se for para ver em 2 ou mais dias é melhor dormir em Brumadinho. 

26.12.11

Santos Dumont, Minas Gerais

Esse ano fui passar o Natal com a família de Minas em Belo Horizonte, e para chegar lá fiz um road trip Rio-BH.

No meio do caminho, entre Juiz de Fora e Barbacena, tem a cidade de Santos Dumont. Antes ela se chamava Palmira e foi lá, numa fazenda, que o Alberto Santos Dumont nasceu. O pai do Santos Dumont, Henrique Dumont, era engenheiro e trabalhava na construção da estrada de ferro. Cabangu, onde fica a fazenda, era o canteiro de obras onde o pai do Santos Dumont levou a família para morar, por pouco tempo, mas suficiente para o Alberto nascer lá, em 1873. A família se mudou em 1875. Em 1914 o Santos Dumont voltou a casa que nasceu e queria comprá-la, mas como pertencia a Ferrovia Nacional, o estado fez uma doação através de uma lei e o Santos Dumont se tornou fazendeiro. Quando ele morreu, em 1932, devolveu a casa a cidade que a transformou num museu.

E em homenagem a Santos Dumont a cidade também mudou de nome.

torre eiffel no centro de santos dumont



O Museu Casa Natal de Santos Dumont fica a 16km do centro da cidade, em Cabangu.

a casa


Lá tem a casa, que é pequena, com alguns móveis da época, pertences do Santos Dumont, exposição de itens da época, muitos posters e quadros com fotos e as cartas que ele escrevia para o administrador da fazenda.

No terreno tem um lago pequeno, muitas árvores, uma réplica do 14 Bis e 3 galpões com exposições sobre a vida e trabalho do Santos Dumont.

14 bis
O museu fica aberto de 8:00 as 17:00. Na parte da tarde tem visitas guiadas.

estação de trem

No Flickr tem mais algumas fotos.

24.12.11

Feliz Natal!

Chega de pinheiro, neve, polo norte, papai noel com roupas quentes, e vamos ao bom natal nordestino.



21.12.11

Momento transporte público: Bike in Rio

Eu sou a favor de qualquer tentativa de diminuir o número de carros nas ruas e de melhorar o transporte público. Acho ótima a idéia das bicicletas de aluguel que já funcionam em várias cidades na Europa.




A primeira vez que a prefeitura colocou as bicicletas de aluguel não deu certo. Os cariocas achavam que era coisa de turista e não aderiram, os turistas não entendiam como funcionava o esquema, as bicicletas eram roubadas, e quase nunca estavam disponíveis (sempre quebradas).

Felizmente a segunda tentativa funcionou. Com o trânsito caótico da cidade e o transporte público deixando a desejar, as laranjinhas se tornaram uma boa opção de locomoção. O carioca finalmente entendeu que as bicicletas são para as pessoas da cidade usar e também os turistas.

muita gente usando


Eu tenho uma bicicleta aqui no Rio e uso bastante. A zona sul da cidade é bem servida de ciclovias, mas tem que ter cuidado nas ruas já que os motoristas não são amigos das bicicletas. A vantagem da bicicleta de aluguel é que você pega em uma estação e pode deixar em outra. No caso da bicicleta própria eu sempre fico preocupada se tranquei direito, se vão roubar (mesmo sendo velha), onde deixar (normalmente é em algum poste), etc.

Então me cadastrei no Bike Rio para ver como funcionavam as bicicletas de aluguel. É fácil. Depois de preencher os dados cadastrais é só escolher o passe (mensal ou diário) e fazer o pagamento. O Passe Mensal é R$10 e o Diário R$5.

Com esses 10 reais você pode utilizar a bicicleta quantas vezes quiser no mês, por uma hora cada vez, e com 15 minutos entre as vezes. Se passar de uma hora cobram R$ 5 por hora excedente.

Na prática. Ao chegar numa estação (tem um mapa no site) você liga para o número deles, digita o número da estação, o número da bicicleta, espera a luz verde acender e sai pedalando. Para facilitar, quem tem um smartphone pode baixar a app que o processo é bem mais rápido (inclusive para comprar o passe) e tem um mapa com as estações.



Para devolver é só encaixar a bicicleta na estação.

O problema é que as vezes, na hora de devolver, as estações estão cheias, aí ou procura a mais próxima, ou liga para um número de atendimento que eles dizem o que fazer.

Tem dado tão certo que o mais comum é ver estações vazias e muita gente pedalando.


17.12.11

Vacas in Rio

Em 2007 teve a primeira CowParade no Rio, até escrevi um post com algumas fotos da mimosas. Em 2011 elas estão de volta nas ruas, avenidas, praças e esquinas da cidade.

As desse ano são muito coloridas, e tem várias divertidas. Aqui estão algumas:

favelinha cowrioca

colorida

cowmate e limão!

cowrioca da gema

a minha preferida: clockwork cowrange

claro que o drummond não ia ficar sozinho
No Flickr tem mais fotos: as de 2011 e as de 2007

12.12.11

Analisando a música: There Is A Light That Never Goes Out (The Smiths)

Essa música do The Smiths é uma das minhas favoritas e é daquelas que eu gostaria que tivesse sido escrita para mim. Certamente está no meu top 5 de músicas românticas.

Tive um momento coincidência-bacana com essa música e ela está num dos cds/mixtape mais legais que já ganhei. Uma das cenas mais fofas de 500 Days Of Summer também é com essa música.

There is A Light That Never Goes Out está no melhor disco do The Smiths, The Queen is Dead de 1986, junto com outros clássicos da banda.

A batida da música é melancólica, mas é animada o suficiente para ser dançante, e a voz do Morrissey é triste sem ser. O refrão é um dos melhores ever, um pouco mórbido, mas extremamente romântico.

Take me out tonight
Where there's music and there's people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one anymore


Então o cara quer sair de casa, quer ver gente e escutar música, quer ver jovens animados, ele já está deprimido de ficar em casa. Aí no carro da amiga/amigo/namorada/namorado, com o Morrissey nunca se sabe, ele se sente confortável, não quer voltar para casa, ali a vida é boa. Ele diz que não tem mais casa. Pode ser porque estar no carro com aquela pessoa é bom demais e ele esquece que tem casa, OU, porque o colocaram para fora. Vamos descobrir.

Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see life
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because it's not my home, it's their home
And I'm welcome no more


"Me leva para sair, eu quero fazer people watching, quero ver a vida passeando no seu carro. Mas não me deixa em casa porque não é o meu lar, é deles e não sou bem vindo." Mistério da estrofe anterior resolvido. "Eles" não o querem em casa.

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure, the privilege is mine



E vamos ao excelente refrão. "Se dermos de cara com um ônibus de dois andares, morrer ao seu lado é uma maneira celestial de morrer (em inglês fica bem melhor). E se um caminhão de 10 toneladas (dez toneladas!!) nos matar, morrer ao seu lado é um prazer e um privilégio." Em quantos momentos da vida você pode dizer que ali morreria feliz? É uma coisa muito bonita (mórbida, é verdade, mas bonita) dizer que aquele momento é tão perfeito, que a vida está tão boa, que ele poderia morrer, com a pessoa junto obviamente, mesmo que fosse esmigalhado por um ônibus de dois andares.

Toda vez que vou a Londres e vejo um desses, me lembro dessa música.


Take me out tonight
Take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
And in the darkened underpass
I thought Oh God, my chance has come at last
But then a strange fear gripped me
And I just couldn't ask


Take me out tonight
Oh take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one
No, I haven't got one


"Me leva para sair, qualquer lugar, não importa, eu quero estar com você." Aí eles vão por uma passagem subterrânea escurecida e ele pensa: "Opa! É agora a minha chance.". Chance de que nunca saberemos porque ele ficou com medinho de perguntar ou pedir algo. Pode ser uma infinidade de coisas: um beijo, uma mão boba, dinheiro emprestado, drogas, um lugar para ficar, insira sua opção aqui. E quando está no carro dessa amiga/amigo/namorada/namorado ele nunca quer ir para casa, que ele não tem.

And if a double-decker bus
Crashes in to us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure, the privilege is mine


There is a light that never goes out
There is a light that never goes out



Mais uma vez, o refrão fantástico.

Termina com a luz que nunca se apaga, que pode ser a esperança que nunca morre, ou as luzes do ônibus de dois andares vindo em direção a eles. De qualquer forma estarão juntos. O amor é lindo.

Canta aí Morrissey, que eu não canso de escutar essa música.

11.12.11

Corrida de Domingo

Esse ano não participei de muitas corridas de rua, e nenhuma com mais de 5km. Eu tinha a intenção de correr a Volta da Pampulha, que foi domingo passado, mas com a viagem em setembro e outubro não tive tempo de treinar para correr os 18km.  (Vamos combinar que em viagens é difícil manter qualquer ritmo de treino)

Passei o mês de novembro voltando a corrida e no início de dezembro já estava correndo 7km tranquilamente, então me inscrevi na corrida de rua da Unifor, 10km.

A estratégia era correr e andar nos pontos de água para hidratar (geralmente pego a água e bebo correndo mesmo), e funcionou. Terminei o percurso em 1 hora e 13 minutos com um pace de 7min14seg por quilometro. É um pace lento, mas, para quem não estava treinando forte, foi ótimo. É um corrida com muitas subidas e o calor faz diferença, aliás, sugiro a organização começar meia hora mais cedo ano que vem. Podiam até aumentar a parte dentro da universidade que é bem arborizada. Esse ano nem teve  a melhor parte que é correr os últimos 350m na pista de atletismo com aquele piso fofinho (a pista estava em reforma), mas, em compensação, o percurso teve 10km certinhos, já que ano passado, por um erro de medição, corremos 11km.

com medalha!


7.12.11

Outras Tias (13)

A Tia Angela adora tirar fotos, e leva sua camera (agora digital) para todas as festas de família e eventos que é convidada. Ela tira foto das pessoas, imprime e coloca em  porta-retratos para dar de presente.

Em um dos eventos que foi, tirou uma foto de um conhecido com uma mulher e pediu para os dois fazerem rostinho-colado-com-sorriso para o click final. A Tia Angela achou que a foto ficou ótima e mandou de presente para o conhecido.

Acontece que quem recebeu a foto foi a esposa do conhecido que não era a mulher da foto. Ooops. A esposa ficou com raiva, ligou para o marido, queria saber quem era a tal mulher, e quem tinha mandado a foto. Pausa embaraçosa. No fim, descobriu-se que a tal mulher da foto era prima do conhecido que a esposa não lembrava. Menos mal.


4.12.11

Heathcliff e Gatsby

Essa semana estava no youtube e, um video leva a outro, parei nos primeiros 10 minutos do Grande Gatsby (no youtube tem o filme inteiro). O filme com o Robert Redford, e roteiro do Coppola, é bom, acertaram na estética dos anos 20, e é bem fiel ao livro. Então, na lateral sempre tem uns videos relacionados e ali estava um link para um video com a música Wuthering Heights com cenas do filme de mesmo nome com o Ralph Fiennes e Juliet Binoche. Esse filme não é tão bom, aliás, é ruim, mas o que me chamou atenção é que nunca tinha relacionado o Heathcliff com o Jay Gatsby e o youtube me fez pensar nas semelhanças.

Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes), escrito por Emily Bronte, foi publicado em 1847. O grande Gatsby, escrito por F. Scott. Fitzgerald, foi publicado em 1925. Dois clássicos da literatura inglesa e americana. Obras narradas por um espectador presente nos eventos, em WH é a empregada Nelly e em Gatsby é o vizinho, e primo da mocinha, Nick. Os dois personagens principais de ambos os livros tem muito em comum, me fez até pensar que talvez o F. Scott Fitzgerald tenha se inspirado no livro da Emily Brontë.

Claro que depois de uma rápida pesquisa no google achei alguns textos fazendo essa relação, mas aí vai a minha análise.

(Com possíveis spoilers)

Heathcliff e Jay Gatz eram dois garotos pobres. Heathcliff era um orfão que foi adotado pelo Sr. Earnshaw e Jay foi ganhar a vida no exército. Ambos se apaixonam, Heath por Cathy e Jay por Daisy, e as duas preferem o dinheiro a ficar com eles.

Heath e Jay decidem vencer na vida e ficaram ricos. Não se sabe como o Heathcliff ficou rico, mas o Jay Gatsby (já com nome trocado), depois de lutar na guerra, se envolve no ramo do contrabando de bebidas ná época da lei seca americana.

Os dois retornam para rever suas amadas. Heathcliff compra a propriedade de Wuthering Heights e se torna vizinho de Cathy (que já casou com outro). Jay Gatsby faz festas fantásticas, em sua casa faraônica, na esperança que Daisy, também casada com outro, vá aparecer.

Quando as duas mulheres descobrem que ambos estão ricos, e podem dar tudo que elas sempre quiseram, elas não largam tudo para ficar com eles. O que elas fazem? Ficam na dúvida. E quando são pressionadas: uma morre doente de dúvida e a outra se envolve em um acidente com consequencias trágicas.

Me chamou atenção que os heróis são apaixonados pelas duas personagens mais egoístas da literatura. #prontofalei

A Cathy é tão mimada e insuportável, que mesmo concluindo que o Heathcliff é a coisa mais importante da vida dela ("He is more myself than I am.") ela escolhe a vida fácil ao lado do vizinho rico. E quando o Heathcliff a confronta, ela diz que quer os dois.

Daisy é tão chata quanto a Cathy. Joga na cara do Gatsby que não casou com ele porque ele não tinha dinheiro e depois quando já sabe que ele é rico e quer ficar com ela, fica na dúvida, mesmo com um marido abusivo que a trai.

Heathcliff sobrevive a morte de Cathy e passa a fazer de tudo para ser dono da propriedade vizinha. No fim ele até vê o fantasma da Cathy. Jay Gatsby também não foi feliz no seu destino.

Tanto Emily Brontë, quanto o F. Scott Fitzgerald conseguiram criar personagens masculinos interessantes, com personalidades definidas, apaixonados. Emily Brontë até tenta fazer de Heathcliff um vilão, mas não consegue esconder a paixão dele, ele é humano. O Jay Gatsby do  F. Scott Fitzgerald, é um pouco mais ingênuo que o Heathcliff, é também um mentiroso com boas intenções, mas está ali por um motivo e se dedica até o fim. Dois homens que vão atrás de duas mulheres pela imagem que idealizaram.

As histórias podem ser parecidas, mas os livros são bem diferentes, e muito bons. Recomendo. Cada um retrata uma época específica e um lugar diferente. A vida nos campos do norte da Inglaterra no século 19 é tão peculiar quanto a vida dos ricos no litoral americano em 1920, mas o amor, ah, esse nunca muda.